
GRUPO DA FRATERNIDADE ESPÍRITA GUILLON-DOMÊNICO

EDITORIAL DO MÊS DE JULHO DE 2026
DIA D - ALIENÍGENAS E REVELAÇÕES DAS LEIS NATURAIS
EDMUNDO GODOY DE MENDONÇA
"Não há descobertas, há revelações" Essa adirmação nos convida a uma reflexão profunda. Sob a ótica Espírita, as Leis Divinas sempre existiram, perfeitas e imutáveis. O que chamamos de "descobertas" são, na verdade, momentos em que a Humanidade alcança maturidade intelectual e moral suficiente para compreender aspectos da realidade que sempre estiveram presentes. O filme "Dia D", de Steven Spielberg, propõe essa reflexão. A história acompanha uma instituição que esconde evidências de vida extraterrestre e um grupo decide revelá-las, gerando conflitos e perseguições. Dois personagens conduzem a trama: um especialista em tecnologia e uma jornalista que vivencia fenômenos tratados como inexplicáveis. Independente da interpretação que cada expectador faça da história, o filme permite estabelecer um interessante paralelo com princípios fundamentais apresentados pela Doutrina Espírita há mais de 160 anos.
O primeiro princípio diz respeito ao conceito de Deus, inteligência Suprema e Causa Primária de todas as coisas. Ampliando a sua obra no Universo, infinitamente maior do que nossa imaginação alcança. O segundo princípio é o da Pluralidade dos Mundos Habitados. Segundo o Espíritismo, a vida não constitue privilégio da Terra. Tudo no Universo é vida. Existem inúmeras moradas habitadas por Espíritos em diferentes graus de evolução moral e intelectual. Como ensina Jesus: "Na casa de meu Pai há miitas moradas." A experiência da protagonista pode ser vista como uma representação da Comunicabilidade dos Espíritos um outro princípio Espírita, que é faculdade humana de interação entre os planos material e espiritual, a mediunidade.
Mais do que provar a existência de extraterrestres, o filme sugere: "Escutem, escutar que há leis que regem o Universo": Que não estamos sozinhos; que o mundo espiritual influencia nossa vida; e que não devemos temer o desconhecido - conhecimento amplia a fé. Se novas revelações vierem a ocorrer, a missão do Esppirita continuará sendo a mesma: esclarecer sem impor, dialogar sem combater, acolher sem fanatismo e lembrar que a verdadeira transformação da Humanidade não depende apenas de novas informações, mas da renovação moral de cada indivíduo.
Talvez o verdadeiro "Dia D" não seja o dia em que descobrirmos que existem outras inteligências no Universo. Talvez seja o dia em que compreendermos que somos todos irmãos, fazemos parte de uma única Criação, regida pelas mesmas Leis Divinas, e que nossa maior tarefa continua sendo aprender a amar, servir e evoluir.
Edmundo Godoy de Mendonça é trabalhador da Frternidade Espírita Francisco Peixoto Lins (Peixotinho).